
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a incidência de câncer de rim na população brasileira é de 4,3 casos por 100.000 indivíduos. A estimativa é que sejam diagnosticados 6 mil novos casos desta doença em 2020.
O principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de rim é o fumo. Homens são duas vezes mais afetados que mulheres e a doença costuma ser diagnosticada após os 50 anos. Outros fatores de riscos são a obesidade, hipertensão, insuficiência renal crônica, tratamento com hemodiálise e histórico de patologias renais na família.
O principal sinal de alerta é a presença de sangue na urina (hematúria), mas também podem ocorrer dor nas costas, emagrecimento, cansaço inexplicável, febre e hipertensão de difícil controle.
Para o diagnóstico, são realizados exames laboratoriais e exames de imagem como tomografia computadorizada e ressonância magnética, afim de se determinar o estadiamento do tumor. Pode ser indicada a realização de uma biópsia percutânea para confirmação do diagnóstico.
O tipo mais comum de câncer de rim é o carcinoma de células claras. Os subtipos menos frequentes são carcinoma de células cromófobas, carcinoma papilífero, carcinoma de ductos coletores e carcinoma sarcomatóide.
Nos casos em que a doença está localizada no rim, a cirurgia é considerada o tratamento padrão ouro. O tratamento pode ser realizado por via aberta, laparoscópica ou robótica. Em algumas situações está indicado tratamento complementar (adjuvante) com inibidores da tirosino quinase.
Infelizmente, na maioria das vezes o diagnóstico do câncer de rim ocorre em fases avançadas, com a presença de metástases à distância. Nessa situação a doença é considerada incurável e o tratamento é realizado com intuito paliativo com drogas que inibem as vias de proliferação da neoplasia renal.
Por ser considerada uma doença resistente à quimioterapia, muitos avanços aconteceram nos últimos 10 anos. Inúmeras drogas estão disponíveis hoje no mercado para tratamento do câncer de rim. A revolução no tratamento desta enfermidade aumentou sobremaneira a sobrevida, que antes era estimada em 6 meses e hoje, com combinações de drogas à base de imunoterapia, pelo menos 2/3 dos pacientes estão vivos em dois anos com tratamento eficaz.
Pacientes diagnosticados com câncer de rim com menos de 50 anos devem ser encaminhados para uma avaliação oncogenética pois algumas síndromes de predisposição hereditária aumentam o risco para desenvolvimento de neoplasia renal dentre as quais estão a Síndrome de Von Hippel Lindau, Síndrome de Leiomiomatose / Câncer de Rim e Esclerose Tuberosa.
Caso você tenha sido diagnosticado com Câncer Renal recentemente ou tenha histórico familiar desta patologia, agende sua consulta com os médicos oncologistas especialistas da Avantte Oncologia Personalizada.
Responsável Técnica: Alexandra Petri Loureiro⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Cremers: 29103⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
RQE Oncologia Clínica 20237⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Oncologista e Pós Graduada em Predisposição Hereditária ao Câncer